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Atualizado: 22 de abr. de 2024

A biológica Laura van Holstein, aluna de doutorado em Antropologia no St. John's College, Universidade de Cambridge, uma das pesquisadoras da pesquisa publicada na Proceedings of Royal Society, descobriu que as subespécies de mamíferos desempenham um papel mais importante na evolução do que anteriormente se pensava. A pesquisa agora poderia ser usada para prever quais espécies os conservacionistas deveriam se priorizar em proteger para impedir que se tornassem ameaçadas ou extintas. Apenas para deixar claro, uma espécie é um grupo de animais que podem cruzar livremente entre si. Algumas espécies contêm subespécies - populações dentro de uma espécie que diferem entre si por terem características físicas diferentes e seus próprios intervalos de reprodução. As raposas vermelhas têm 45 subespécies conhecidas espalhadas por todo o mundo. Já os seres humanos não têm subespécies. Van Holstein chama a atenção que no capítulo 3 de Sobre a origem das espécies, Darwin disse que as linhagens (descendentes com modificação) de animais com mais espécies também devem conter mais 'variedades' ( variedade expressa aqui não conota o sentido de raças - que não se define como uma subespécie, neste caso, variedade, conota o sentido de mais subespécies). Subespécie é uma definição moderna. A pesquisa investigou a relação entre as espécies e o sortimento de subespécies provando que as subespécies desempenham um papel crítico na dinâmica evolutiva a longo prazo e na evolução futura das espécies. "E elas, as subespécies, sempre tem papel crítico na dinâmica evolutiva. Era isso que Darwin suspeitava quando definia o que realmente era uma espécie", afirma Van Holstein.


A antropóloga confirmou a hipótese de Darwin observando os dados coletados pelos naturalistas ao longo de centenas de anos - muito antes de Darwin visitar as Ilhas Galápagos a bordo do HMS Beagle. Sobre a origem das espécies, por meio da seleção natural, foi publicado pela primeira vez em 1859, depois que Darwin voltou para casa após uma viagem de cinco anos de descoberta. No livro, Darwin argumentou que os organismos evoluíram gradualmente através de um processo chamado "seleção natural" - geralmente conhecido como sobrevivência do mais apto. A pesquisa também provou que a evolução acontece de forma diferente em mamíferos (terrestres), mamíferos marinhos e morcegos (não terrestres) - devido a diferenças em seus habitats e diferenças em sua capacidade de andar livremente. O estudo descobriu que a relação evolutiva entre espécies e subespécies de mamíferos difere dependendo do seu habitat. As subespécies se formam, diversificam e aumentam em número de maneira diferente nos habitats não terrestres e terrestres, e isso, por sua vez, afeta como as subespécies podem eventualmente, por exemplo, se uma barreira natural como uma cadeia de montanhas se interpõe, ela pode separar grupos de animais e colocá-los em suas próprias jornadas evolutivas. Os mamíferos voadores e marinhos - como morcegos e golfinhos - têm menos problemas físicos. barreiras em seu ambiente". E mais, a pesquisa explorou ainda se a subespécie poderia ser considerada um estágio inicial de especiação - a formação de uma nova espécie. Ela disse: "A resposta foi sim. Mas a evolução não é determinada pelos mesmos fatores em todos os grupos e, pela primeira vez, sabemos o porquê, porque examinamos a força da relação entre a riqueza de espécies e a riqueza de subespécies. Nossa pesquisa atua como outro aviso científico de que o impacto humano no habitat dos animais não apenas os afetará agora, mas também afetará sua evolução no futuro".


Van Holstein explicou: "Os modelos evolutivos agora podem usar essas descobertas para prever como as atividades humanas, como a extração de madeira e o desmatamento, afetarão a evolução no futuro, interrompendo o habitat das espécies. O impacto nos animais dependerá de como sua capacidade de deslocamento ou alcance é afetada. As subespécies animais tendem a ser ignoradas, mas desempenham um papel central na dinâmica da evolução futura a longo prazo ". O próximo passo da pesquisa será examinar como suas descobertas podem ser usadas para prever a taxa de especiação de espécies ameaçadas e não ameaçadas. O estudo será publicado em breve! Aguardem!


Referência:

St John's College, University of Cambridge. "One of Darwin's evolution theories finally proved." Science. March 2020.



 
 
 

Um estudo liderado por Christina Schroeder, do Instituto de Biociência Molecular da UQ, traz uma excelente notícia ao descobrir que Moléculas no veneno da caranguejeira (Haplopelma schmidti) podem ser usadas como uma alternativa aos analgésicos opióides ("semelhante ao ópio", para efeitos parecidos com o da morfina) para pessoas que buscam alívio da dor crônica.


Sua pesquisa trás uma luz para a atual crise de opióides em todo o mundo, pois significa alternativas urgentes à morfina e drogas semelhantes à morfina, como fentanil e oxicodona, são desesperadamente necessárias. Schroeder disse que "Embora os opióides sejam eficazes na produção de alívio da dor, eles trazem efeitos colaterais indesejados, como náusea, prisão de ventre e risco de dependência. A pesquisa descobriu que uma mini-proteína no veneno de uma caranguejeira, conhecida como Huwentoxin-IV, se liga aos receptores de dor no corpo. Ao usar uma abordagem tripla no projeto de drogas que incorpora a mini-proteína, seu receptor e a membrana circundante do veneno da aranha, alteramos essa mini-proteína, resultando em maior potência e especificidade para receptores específicos de dor garantindo que a quantidade certa de mini-proteína se prenda ao receptor e à membrana celular que circunda os receptores da dor. O processo foi testada em modelos de camundongos e demonstrou funcionar efetivamente. "As descobertas segundo Schroeder potencialmente podem levar a um método alternativo de tratamento da dor sem os efeitos colaterais e reduzir a dependência de muitos indivíduos dos opióides para o alívio da dor".


REFERÊNCIA

Akello J. Agwa, Poanna Tran, Alexander Mueller, Hue N. T. Tran, Jennifer R. Deuis, Mathilde R. Israel, Kirsten L. McMahon, David J. Craik, Irina Vetter, Christina I. Schroeder. Manipulation of a spider peptide toxin alters its affinity for lipid bilayers and potency and selectivity for voltage-gated sodium channel subtype 1.7. Journal of Biological Chemistry, 2020; 295 (15): 5067 DOI: 10.1074/jbc.RA119.012281

 
 
 
  • 20 de fev. de 2020

Atualizado: 22 de abr. de 2024

O fenômeno geral da seleção sexual frequentemente pode ser dividido numa subcategoria amplamente difundida e importante em aves. Essa subcategoria envolve um sexo, escolhendo indivíduos do outro sexo, é chamado de seleção intersexual. Como as aves fêmeas geralmente são o sexo “exigente”, essa subcategoria também é às vezes chamada de “escolha feminina”, mas o uso dessa terminologia está diminuindo, porque os machos às vezes também são exigentes.


Alguns machos provam seu valor fornecendo benefícios diretos: quando uma fêmea acasala com um macho de alta qualidade (grande aptidão), em geral a fêmea obtém vários tipos de recursos que aumentam sua própria aptidão. Podemos citar aqui pássaros que se reproduzem em ninhais ou locais de “nidificação comunitária”. Nestes locais, o centro da colônia geralmente são os locais menos expostos aos predadores. As fêmeas preferem, então, acasalar com os machos que podem defender melhor uma posição central no ninhal porque se beneficiam diretamente disso (sucesso na criação dos filhotes).


No entanto, na maioria das vezes é muito difícil determinar precisamente o que as fêmeas estão selecionando: elas estão escolhendo o macho mais atraente, o território de melhor qualidade ou baseando sua escolha em alguma combinação dessas e de outras informações?



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